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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Retomando

Reflexão: "As invenções são o resultado de um trabalho teimoso." (Santos Dumont)


Quando estava desfazendo as malas, interessante que me senti estranha. A sensação que tinha era de que estava desarrumando e arrumando muito coisa dentro de mim. Decide desde quando o João nasceu que não iria mais chorar por leite algum que eu tenha derramando do pote da minha vida.
E descobri com muito pesar que eu sou a única responsável pelos meus atos ..
João hoje está com 4 meses e uma delicia de bebê. Ainda está em casa por recomendação da pediatra dele, o cabelo dele caiu quase todo rsrsr e alguns fios ruivos brilham no sol. Meu cabelo está caindo e segundo dizem aqui é porque ele já me conhece e essa fase é inenarrável, inexplicável mas fascinante, gostosa e única de ser sentida.
Ele já ouve a minha voz e olha para os ladinhos para ver onde estou... estranha algumas pessoas.
Mas voltando as malas, mentalmente fiz uma comparação que no começo achei meio louca, como tudo que penso e as vezes faço rsrsrs e comparei as malas às nossas ações, pensamentos, e tudo que carregamos de alguma forma em nossas vidas.
Seja como fardo, como culpa, como arrependimento.. mas é uma bagagem que levamos em algum lugar dentro de nós. Bem quando eu estava fazendo as malas separei algumas peças de roupas que já não me servia mais e a sensação que sentimos, quando fazemos isso com convicção e despreendimento, é maravilhosa.
 

 
E me senti bem também.
Mas desfazendo as malas é estranho... você tem a sensação de estar aterrisando mesmo, seja em que sentido for mas foi diferente de alguma forma da sensação anterior... ai descobri a questão que me incomodava e entre uma peça de roupa e outra ia revendo ações que me arrependo hoje, que nunca teria feito e outras que faria de outra forma. E o novo foi tomando conta de mim, novas decisões, novos desafios, novos projetos e ai descobri outra coisa fantástica que já escrevi em algum lugar ... é preciso ceder espaço ao novo em nossas vidas mas para isso temos que desocupar, arejar, fazer , criar, inventar ou reinvetar novos espaços para que algo novo entre de vez em nossas vidas.
E lá estava eu de volta a minha terra qe amo de paixão, de volta a minha familia, voltando a ver as pessoas que sempre convivi durante meus 36 anos de vida e vi todos e tudo de forma diferente mas descobri com as malas que não era eles que estavam diferentes, eu estava diferente.
Então quando damos um tempo de situações que vivemos durante muito tempo, seja a distância, a saudade, o tempo, ou o que for que tenha favorecido a esse vacuo da linha do tempo de tudo que sempre vivemos da mesmo forma .. ficamos diferentes. Nossos olhos aprendem a olhar de outra forma, nossos ouvidos a ouvir de outra maneira e nós sentimos que agimos diferentes da maneira de antes.
Mas percebi que não é necessário as vezes um vacuo de tempo, espaço e distância na linha do tempo de minha vida para descobrir que posso mudar sem necessariamente sair do lugar. Mas é necessário sair da situação tipica e comoda chamada zona de conforto.
A minha zona de conforto antes era morar perto de meus pais, contar com eles a qualquer dificuldade .. mas cada um é um e eu tinha que tirar meus pés daqui e "fincar" temporariamente em outro lugar para poder assim pensar. E acreditar.
Mas a mala que contem o amor que tenho por tudo e todos que um dia entraram em meu coração e que de alguma forma até hoje moram nele pesou e pesou demais. O amor por meus pais, a certeza de saber que não posso, não quero e simplesmente não consigo morar muito longe deles. Digo muito longe porque hoje sei que preciso não estar no mesmo espaço fisico que eles por uma questão de manter a minha vida, e eles a vida deles, mas sei que preciso e quero estar perto o necessário para a qualquer momento dar um beijo, um abraço, um oi... ou simplesmente passar aqui tomar a sopinha da minha mãe e sair dizendo..- Bença a mãe!
Entende onde quero chegar?
O amor que tenho pelos meus irmãos é imenso e aumentou ainda mais com a saudade...
Pode ser piegas, doentio ou errado mas é como os sonhos que temos e que precisamos lutar para fazer eles acontecerem mas acima de tudo respeitá-los porque são nossos. Assim é o amor que mora dentro de mim... acho diferente a minha relação com as relações que já vi de pais e filhos.
Hoje eles não entendem e não sabem muito a função desse ou de outros blog´s que temos pela net.. mas um dia talvez eles leiam isso aqui e saibam o quanto é grande, sincero e verdadeiro o meu amor por eles.
Termino por aqui hoje com uma poesia que fiz para todas as mães mas em especial para minha mãezinha..
Até a próxima
Debby :)
Mãe
( Débora Acácio 06/05/2009)

Mãe palavra pequena de grande significado
ser que pela graça de Deus teve
o dom da maternidade concedido.
Não importa a idade, a cultura,
a cor, a raça... és mãe, és única.

Mãe não no sentindo material de
parir.
Mas de no amor um outro ser nutrir,
educar e nas veredas do carinho instruir.
De seu ventre para a ciência ainda em mistério tens o poder de um outro ser conceber..
um outro ser da tua carne e sangue vai nascer.

Mãe significado único e puro,
quando honesto e sincero, de resignação,
de paciência, compaixão e perdão.
Ser que na imagem da virgem,
que nas histórias para santificar foi imaculada,
á sua semelhança e papel foram magistralmente
e maravilhosamente decalcada.

Mãe que chora, que clama, ora,
desespera e persevera. Na solidão única
de sua dor aparenta sempre um sorriso,
um ombro, um consolo, um conselho mais que amigo.

Mãe bendita és, o pão que de amor a alma,
que hoje filha, alimenta.
És o amor que quebra as correntes,
os vicios e corrige os defeitos dos rebentos
nascendo ai sempre o pardão.
És o consolo amigo pela misericórdia de Deus aos homens concedido.
És a graça da vida pois de teu ventre o fruto
sempre será bendito.

Mãe quando no amor ser reveste para a criação
e educação nada mais se faz necessário falar,
escrever ... poetar.
Bas tão somente a Deus agradecer pelo meu cordão umbilical
ser fruto do teu amor mais que angelical.

Sua filha de sempre
Débora

Ps: Copie mas respeite os créditos do autor.
Texto registrado no site Recanto das letras sob o código T2286274
http://recantodasletras.uol.com.br/autores/debby 

2 comentários:

  1. Ei!

    Descobri um espaço seu na blogosfera! :-)

    Parabéns! :-0

    ResponderExcluir
  2. Teste de comentário...
    Debby :)

    ResponderExcluir

Aqui você vai chorar comigo, vai rir comigo, vai recordar comigo, vai se emocionar.. vai viver comigo.
Mas quando sair comente..
E me faça feliz! Debby :) :)

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