Clinica Odontológica Silvânia Rocha

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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Outubro Rosa - O começo


Eu sempre tive alguns nódulos na mama esquerda que eram benignos e sempre retirava a medida que iam aparecendo. Na época minha filha estava casando e me envolvi de corpo e alma no casamento dela.
Tomando banho um dia percebi uma mama direita um pouco endurecida, mas confesso, e é ai que a maioria de nós sempre peca. Não dei muita importância e coloquei na cabeça que na próxima ida ao mastologista isso seria resolvido, pois fazia revisão de 6 em 6 meses devidos aos nódulos anteriores. Sempre fiquei em alerta (Vânia aqui nos mostra a importância que devemos dar a qualquer sinal estranho que a gente sinta no auto-exame).
Só que esse nódulo era cancerígeno e apareceu com tudo, já “nasceu” grande, então sou enfermeira por formação eu já sabia o que estava acontecendo.
Essa retirada de nódulo foi diferente, eu acordei me sentindo diferente.
Alguma coisa em mim havia mudado, no fundo, no fundo eu já sabia que era um câncer eu só não queira acreditar que era e muito menos que era eu. A minha mama foi retirada uma boa parte até a retirada total do tumor.
Foi ai que começou...
Eu sabia que seria uma paciente da oncologia.
Eu sabia que iria fazer quimioterapia.
Eu sabia que meu cabelo iria cair.
Que iria fazer radioterapia.
Que iria reconstruir a minha vida.
Mas até passar por cada uma dessas etapas grande parte de mim se desesperava.
Em momento algum em me revoltei com a doença. Fiquei muito triste, muito triste mesmo a ponto de perguntar diuturnamente a Deus, porque eu, porque eu?
Sendo paciente da oncologia eu vive de perto com a desertificação de alguns parentes, de alguns amigos e principalmente de mim mesma.
Mas tinha e precisava ser forte pelos meus filhos, alguns amigos e familiares. A minha filha parecia uma mãe, cuidava sempre de mim quando podia, porque mora em outra cidade, não muito longe, aqui mesmo na Bahia.
Mas doloroso do que à distância das pessoas em meu clico de vida. Foi o pré-conceito as pessoas não se informam e não procuram se informar tinha gente que não me abraçava, não me beijava, não apertava a minha mão achando que o câncer era contagioso. E isso era muito, muito doloroso.
A quimioterapia é dolorosa e foi um processo muito difícil para mim e meus familiares mais próximos. Lembro que tive que sair de um dos meus empregos, e fica só com um, esse eu trabalhava em casa porque nessa época eu me sentia muito cansada. Os efeitos colaterais de uma quimioterapia só sabem que fez ou faz. O mundo parece que está chegando ao final e a sensação que sempre me acompanhava era de estar com uma espada mirada bem no centro da minha cabeça. Pois a qualquer momento ela poderia pender e arrebentar com o pouco que restava de mim.
Desistir!
Foi quando pensei em desistir do tratamento. Mas quando olhava meus filhos, meus familiares eu sentia que deveria continuar, que deveria querer viver ainda que fosse por eles.
Lembro que estava auditando umas contas em casa (nessa época eu trabalhava em casa) passando a mão pelo cabelo apareceu junto aos meus dedos uma penca enorme de cabelo. E fui passando as mãos à medida que passava mais cachos caiam pela mesa. É um desespero que não dá para explicar. Meu marido na época chamou um barbeiro lá em casa e quando ele me perguntou, como a senhora quer que eu corte:
Respondi.
- Moço não para cortar é para raspar.
E fiquei sem um pelo em minha cabeça.
P A U S A
Foi a pousa mais longa que a vida me deu para que eu me encontrasse comigo mesma, para que eu me desse a mão e me resgatasse daquele porão que eu mesma estava me fadando a querer ficar.
Meu filho também raspou a cabeça e me disse:
- Mainha, enquanto você estiver careca eu também vou ficar
Chorei de emoção ao ver a atitude de solidariedade dele.
Comprei vários modelos lenços, passei a me maquiar mais (graças a ajuda da minha irmã siamesa kk) mas meu sorriso não conseguia sorrir a alegria que meu olhar não expressava.
Aprendi a viver um dia de cada vez com a quimioterapia. Vomitei muito, muito.
E continua...

Meu nome é Vania Ribeiro Ventin tenho 58 anos de idade, tinha 50 anos quando descobri o câncer de mama, sou enfermeira auditoria. Junto com a Debby e esse espaço maravilhoso de interação e comunicação terei imenso prazer em relatar um pouco da minha experiência e mais ainda em ajudar, em informar sobre a prevenção do câncer de mama e dizer que com informação, prevenção e fé ele pode ter cura sim. Basta que a gente queira. 
Veja a SINOPSE da minha jornada AQUI

Links interessantes
Aqui no link do INCA (Instituto Nacional do Câncer) perguntas e respostas sobre o câncer : http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=83

Conheça o trabalho do fotografo americano David Jay fotografou várias mulheres mastectomizadas entre 18-35 anos. The Scar Project – Breast Cancer is Not A Pink Ribbon, nome dado ao projeto, priorizou esta faixa etária para chamar atenção aos recentes casos descobertos de câncer de mama em mulheres mais jovens, além de divulgar, levantar fundos para a pesquisa do câncer de mama e ajudar as pacientes a se verem por “um outro ângulo”. Cliquei AQUI.

Estamos na primeira fase da caminhada da minha amiga Vânia Ventin. Com ela eu aprendi que a verdade e a realidade sobre o câncer de mama está muita além de um laço cor de rosa.
Bjs e até o próximo post
Debby :)

Outubro Rosa - O começo


Eu sempre tive alguns nódulos na mama esquerda que eram benignos e sempre retirava a medida que iam aparecendo. Na época minha filha estava casando e me envolvi de corpo e alma no casamento dela.
Tomando banho um dia percebi uma mama direita um pouco endurecida, mas confesso, e é ai que a maioria de nós sempre peca. Não dei muita importância e coloquei na cabeça que na próxima ida ao mastologista isso seria resolvido, pois fazia revisão de 6 em 6 meses devidos aos nódulos anteriores. Sempre fiquei em alerta (Vânia aqui nos mostra a importância que devemos dar a qualquer sinal estranho que a gente sinta no auto-exame).
Só que esse nódulo era cancerígeno e apareceu com tudo, já “nasceu” grande, então sou enfermeira por formação eu já sabia o que estava acontecendo.
Essa retirada de nódulo foi diferente, eu acordei me sentindo diferente.
Alguma coisa em mim havia mudado, no fundo, no fundo eu já sabia que era um câncer eu só não queira acreditar que era e muito menos que era eu. A minha mama foi retirada uma boa parte até a retirada total do tumor.
Foi ai que começou...
Eu sabia que seria uma paciente da oncologia.
Eu sabia que iria fazer quimioterapia.
Eu sabia que meu cabelo iria cair.
Que iria fazer radioterapia.
Que iria reconstruir a minha vida.
Mas até passar por cada uma dessas etapas grande parte de mim se desesperava.
Em momento algum em me revoltei com a doença. Fiquei muito triste, muito triste mesmo a ponto de perguntar diuturnamente a Deus, porque eu, porque eu?
Sendo paciente da oncologia eu vive de perto com a desertificação de alguns parentes, de alguns amigos e principalmente de mim mesma.
Mas tinha e precisava ser forte pelos meus filhos, alguns amigos e familiares. A minha filha parecia uma mãe, cuidava sempre de mim quando podia, porque mora em outra cidade, não muito longe, aqui mesmo na Bahia.
Mas doloroso do que à distância das pessoas em meu clico de vida. Foi o pré-conceito as pessoas não se informam e não procuram se informar tinha gente que não me abraçava, não me beijava, não apertava a minha mão achando que o câncer era contagioso. E isso era muito, muito doloroso.
A quimioterapia é dolorosa e foi um processo muito difícil para mim e meus familiares mais próximos. Lembro que tive que sair de um dos meus empregos, e fica só com um, esse eu trabalhava em casa porque nessa época eu me sentia muito cansada. Os efeitos colaterais de uma quimioterapia só sabem que fez ou faz. O mundo parece que está chegando ao final e a sensação que sempre me acompanhava era de estar com uma espada mirada bem no centro da minha cabeça. Pois a qualquer momento ela poderia pender e arrebentar com o pouco que restava de mim.
Desistir!
Foi quando pensei em desistir do tratamento. Mas quando olhava meus filhos, meus familiares eu sentia que deveria continuar, que deveria querer viver ainda que fosse por eles.
Lembro que estava auditando umas contas em casa (nessa época eu trabalhava em casa) passando a mão pelo cabelo apareceu junto aos meus dedos uma penca enorme de cabelo. E fui passando as mãos à medida que passava mais cachos caiam pela mesa. É um desespero que não dá para explicar. Meu marido na época chamou um barbeiro lá em casa e quando ele me perguntou, como a senhora quer que eu corte:
Respondi.
- Moço não para cortar é para raspar.
E fiquei sem um pelo em minha cabeça.
P A U S A
Foi a pousa mais longa que a vida me deu para que eu me encontrasse comigo mesma, para que eu me desse a mão e me resgatasse daquele porão que eu mesma estava me fadando a querer ficar.
Meu filho também raspou a cabeça e me disse:
- Mainha, enquanto você estiver careca eu também vou ficar
Chorei de emoção ao ver a atitude de solidariedade dele.
Comprei vários modelos lenços, passei a me maquiar mais (graças a ajuda da minha irmã siamesa kk) mas meu sorriso não conseguia sorrir a alegria que meu olhar não expressava.
Aprendi a viver um dia de cada vez com a quimioterapia. Vomitei muito, muito.
E continua...

Meu nome é Vania Ribeiro Ventin tenho 58 anos de idade, tinha 50 anos quando descobri o câncer de mama, sou enfermeira auditoria. Junto com a Debby e esse espaço maravilhoso de interação e comunicação terei imenso prazer em relatar um pouco da minha experiência e mais ainda em ajudar, em informar sobre a prevenção do câncer de mama e dizer que com informação, prevenção e fé ele pode ter cura sim. Basta que a gente queira. 
Veja a SINOPSE da minha jornada AQUI

Links interessantes
Aqui no link do INCA (Instituto Nacional do Câncer) perguntas e respostas sobre o câncer : http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=83

Conheça o trabalho do fotografo americano David Jay fotografou várias mulheres mastectomizadas entre 18-35 anos. The Scar Project – Breast Cancer is Not A Pink Ribbon, nome dado ao projeto, priorizou esta faixa etária para chamar atenção aos recentes casos descobertos de câncer de mama em mulheres mais jovens, além de divulgar, levantar fundos para a pesquisa do câncer de mama e ajudar as pacientes a se verem por “um outro ângulo”. Cliquei AQUI.

Estamos na primeira fase da caminhada da minha amiga Vânia Ventin. Com ela eu aprendi que a verdade e a realidade sobre o câncer de mama está muita além de um laço cor de rosa.
Bjs e até o próximo post
Debby :)

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